"Esse absurdo de sempre existirem poetas apesar de tudo — deve significar alguma coisa..." - Mario Quintana e "A vaca e o hipogrifo"
Não sei em quem estas palavras aportarão. Não sei se as máquinas já terão feito sucumbir todos os portos quando (e se) estas palavras forem lidas.
Você é um escultor? Você é uma pintora? Vocês são dançarinos? Eu não sei a quem estas palavras chegarão.
Mas eu sei o peso de carregar o amor à beleza.
Agora, de quando falo, a Inteligência Artificial avança. Os de pouca sensibilidade abraçarão facilmente o que ela criar, os de pouca sensibilidade cantarão em roda dela conforme o mercado ditar.
Não parem, porém, de agir, meus pequenos irmãos. Não parem de atuar, não parem de cantar.
Considerem o desprezo dos não artistas como liberdade. Se aquele que quer nos desprezar sempre encontrará motivo para fazê-lo, não faz sentido viver para agradá-lo. É livre, na arte, todo aquele que não faz questão de aplausos.
O rio da vida flui, apesar do cheiro de morte que toma o ar. Continuem! Há uma Renascença no horizonte. Apesar do fluxo contrário, os gênios de todos os tempos surgiram deste rio furioso, o da vida.
Esse absurdo de sempre existirem poetas apesar de tudo significa alguma coisa, significa o amor à beleza. Não deixem que este amor cesse.
Renascença ou morte! Eis o clamor, isto é, arte ou morte.