Aqui é o fim do mundo oh aqui é o fim do mundo
canta um corvo sobre o teu triste corpo insepulto.
Nenhum outro canto se ouve, nem ainda túmulos
existem a recolher nestas covas sequer sussurros.
Mas o corvo canta, enquanto as suas asas cansam
o mesmo vento que às bandeiras rasga uma dança.
Teu cadáver não ouve o mal estalar das flâmulas
cuja música soa igual ao perfume de mil chamas
e que te fariam sorrir, pobre soldado, por ouvir
nestas árias toda a ruína sobre a guerra porvir.
Contra quantos antigos hinos inúteis seria elixir
este torto canto corvo em tanta nenhuma vida!
Aqui, quem diria, muito cântico perfuma ainda
este tão longo fim do mundo que não termina.