Os filhos da paz, em tempos de guerra
são como as pálidas velas que doam
cera e pavio ao fogo; derretem-se
entregam-se
em mudos
sopros.
E como o verdor da hera
lentamente mutila
as estruturas de um muro
os filhos da paz sabem
em tempos de guerra
recolher nos vasos de si
o pouco amor
que reste no mundo
e entregam-se
mesmo poucos
por muitos.
27 de março de 2020
15 de março de 2020
No jardim dos dias de febre
Reconciliai
eis que o outono
está às portas
Reconciliai
enquanto
as folhas
ainda recolhem
o verde das ilhas
e na boca de suas flores
tardias
ainda a seiva escorre
Reconciliai
pois o manto do medo
já envolve
famílias
em folhas cobres
neste março
de difícil estadia
Reconciliai
pois não sabeis
quando o Juiz virá
com sua cavalaria
nem quando
o ocaso do sol
cairá sobre o rio
de vossa vida
– se o que vem
virá
por estrada
por mares
ou trilhas –
sendo assim
é bom
ter o amor em dia.
eis que o outono
está às portas
Reconciliai
enquanto
as folhas
ainda recolhem
o verde das ilhas
e na boca de suas flores
tardias
ainda a seiva escorre
Reconciliai
pois o manto do medo
já envolve
famílias
em folhas cobres
neste março
de difícil estadia
Reconciliai
pois não sabeis
quando o Juiz virá
com sua cavalaria
nem quando
o ocaso do sol
cairá sobre o rio
de vossa vida
– se o que vem
virá
por estrada
por mares
ou trilhas –
sendo assim
é bom
ter o amor em dia.
27 de fevereiro de 2020
Esponsais
para Michele
Assim como esse azul
é próprio do céu de maio
eu sou teu, amor, e você
é minha
esposa relicário
feito o cheiro das flores
veste de cores os galhos
e informa que Deus
reconcilia em si
azuis noivados
Assim como esse azul
é próprio do céu de maio
eu sou teu, amor, e você
é minha
esposa relicário
feito o cheiro das flores
veste de cores os galhos
e informa que Deus
reconcilia em si
azuis noivados
15 de fevereiro de 2020
Arqueiro
"Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia" - Salmos 91:5
As mãos tremem, a voz
é um fio de areia no vento.
À corda retesada, o arco
alinha-se ao alvo, dentro.
Que minhas mãos tremam
Senhor
mas não trema o pensamento.
Que esse arco oscile
mas a flecha chegue ao centro
do que queres que eu seja
sobre a rocha que és, sendo
o futuro da seta
Pai
o alvo em meu peito.
4 de fevereiro de 2020
Com quantas árvores se faz uma floresta?
Andando sob o sol do meio-dia
iam, pelo campo, dois irmãos.
Iam, um rapaz e sua irmãzinha,
buscando sombra fresca no sertão.
Ao verem, então, um cajueiro
perto do muro da velha escola
(enquanto suavam, vermelhos
no bafo quente daquela hora)
sentaram na sombra, felizes.
A menina sorriu e o moço disse
apoiando-se sobre a primavera:
"Essa árvore é uma floresta?"
Ao ouvir isso, ela se espantou.
"Floresta, irmão, é muito mais!
É cheia de bicho e tem tanta flor
que de contar a gente nem é capaz!"
O rapaz de novo questionou:
"E aquela família de canários
perto das flores, morando no galho?"
E ela: "Falta ainda mais cor".
"Então me diga: o que é esse lugar?"
o irmão falou, apontando o prédio
algo meio em ruínas e meio em tédios
do antigo grupo escolar.
"É uma escola...", a irmã sussurrou
com pouca certeza, só de ler no muro,
mas corrigiu a si mesma com ardor:
"Pra ser escola falta aluno!
E pra ter aluno, cadê o professor
e quem cozinhe e quem pinte a frente?
Pra ser escola falta coração de gente
secretária, auxiliar e diretor!"
Ela entendeu a pergunta do irmão
e seu olhar mudou em verdes mudas:
é com muitas gotas que se faz a chuva
que cria a colheita para muitas mãos.
iam, pelo campo, dois irmãos.
Iam, um rapaz e sua irmãzinha,
buscando sombra fresca no sertão.
Ao verem, então, um cajueiro
perto do muro da velha escola
(enquanto suavam, vermelhos
no bafo quente daquela hora)
sentaram na sombra, felizes.
A menina sorriu e o moço disse
apoiando-se sobre a primavera:
"Essa árvore é uma floresta?"
Ao ouvir isso, ela se espantou.
"Floresta, irmão, é muito mais!
É cheia de bicho e tem tanta flor
que de contar a gente nem é capaz!"
O rapaz de novo questionou:
"E aquela família de canários
perto das flores, morando no galho?"
E ela: "Falta ainda mais cor".
"Então me diga: o que é esse lugar?"
o irmão falou, apontando o prédio
algo meio em ruínas e meio em tédios
do antigo grupo escolar.
"É uma escola...", a irmã sussurrou
com pouca certeza, só de ler no muro,
mas corrigiu a si mesma com ardor:
"Pra ser escola falta aluno!
E pra ter aluno, cadê o professor
e quem cozinhe e quem pinte a frente?
Pra ser escola falta coração de gente
secretária, auxiliar e diretor!"
Ela entendeu a pergunta do irmão
e seu olhar mudou em verdes mudas:
é com muitas gotas que se faz a chuva
que cria a colheita para muitas mãos.
Escrevi esse poema ao esboçar um projeto para meus alunos, como estímulo para atividades que pretendo desenvolver com eles. Baseei a simplicidade desses versos em uma divagação exposta por Ortega Y Gasset em "Meditações do Quixote". Em tal obra, com palavras diversas das minhas, ele faz a pergunta que dá título ao meu texto.
15 de janeiro de 2020
Veremos, verão
"Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido." - 1 Coríntios 13:12
Chove e é verão.
Vejo o romper dos raios pela janela
luzindo seus ramos de trigo na noite.
Minha pequena
missão é esta:
ser poeta.
Anunciar a Glória de Deus
que há em todas as gotas
e em ampla luz retórica
anunciar o que apenas
vejo em frestas.
Chove e é verão.
Vejo o romper dos raios pela janela
luzindo seus ramos de trigo na noite.
Minha pequena
missão é esta:
ser poeta.
Anunciar a Glória de Deus
que há em todas as gotas
e em ampla luz retórica
anunciar o que apenas
vejo em frestas.
30 de dezembro de 2019
Minha esposa, fonte
"Bebe água da tua fonte, e das correntes do teu poço." - Provérbios 5:15
A mim foi dada uma fonte de olhos calmos
sobre a qual, nas noites quentes, há estrelas.
Elas ecoam nas águas o frescor de um salmo
enquanto o vento abre o cheiro das gardênias.
Vede, viajantes, que por este bosque passem
(e que por acaso no colo do verde descansem)
como nosso amor reverbera lagos e folhagens
para hidratar em mim o que era deserto antes.
Vede, camponesas, que nela buscai conselhos
(buscando ser também receptáculos de ternura)
como são puras nela as úmidas letras do tempo
e sábia é a sua arquitetura. Vede que essa fonte
é a minha esposa, amada eleita, saciedade dada
por Deus, que selou a Sua Água em nossa fronte.
A mim foi dada uma fonte de olhos calmos
sobre a qual, nas noites quentes, há estrelas.
Elas ecoam nas águas o frescor de um salmo
enquanto o vento abre o cheiro das gardênias.
Vede, viajantes, que por este bosque passem
(e que por acaso no colo do verde descansem)
como nosso amor reverbera lagos e folhagens
para hidratar em mim o que era deserto antes.
Vede, camponesas, que nela buscai conselhos
(buscando ser também receptáculos de ternura)
como são puras nela as úmidas letras do tempo
e sábia é a sua arquitetura. Vede que essa fonte
é a minha esposa, amada eleita, saciedade dada
por Deus, que selou a Sua Água em nossa fronte.
24 de dezembro de 2019
Presente de natal
Eis que me semeei no árido destes campos
e quis colher do meu suor algo santo
para presentear o meu Senhor.
Das nuvens
esperei o pranto que os hinos justifica
e do vento vir o aroma da baunilha
para embrulhar com ele o meu amor.
No entanto, vede
que o meu Senhor existe desde sempre!
Fez os campos, o verde, os dentes
que rompem o núcleo dos frutos
e o próprio amor.
Qual presente
posso dar ao Senhor?
O Senhor existe desde sempre.
Mas escolheu nascer aqui
e conosco tem vivido.
Nada posso dar
mas o meu presente
é Ele ter nascido.
e quis colher do meu suor algo santo
para presentear o meu Senhor.
Das nuvens
esperei o pranto que os hinos justifica
e do vento vir o aroma da baunilha
para embrulhar com ele o meu amor.
No entanto, vede
que o meu Senhor existe desde sempre!
Fez os campos, o verde, os dentes
que rompem o núcleo dos frutos
e o próprio amor.
Qual presente
posso dar ao Senhor?
O Senhor existe desde sempre.
Mas escolheu nascer aqui
e conosco tem vivido.
Nada posso dar
mas o meu presente
é Ele ter nascido.
7 de dezembro de 2019
Um rei velho
"A minha alma bastante tempo habitou com os que detestam a paz." - Salmos 120:6
Eis a nenhuma justiça dos meus dias
eis a noite que rememora meus erros.
Eis os heróis de outrora, torres, vilas
que queimei para gozo do meu desejo
e eis o mar, campo que venci, sal, ilha.
Eis a nenhuma justiça dos meus dias e
eis o sangue espesso entre meus dedos.
Quem poderá limpar-me de mim? Quem
lava com azeite novo o arrependimento?
Volto meus olhos para as nuvens. Dali
vem a água que jorra dentro, dali vem
o Justo que justifica: eis a chuva limpa
vinda do reino que há sobre o meu reino.
26 de novembro de 2019
Conversão
"Se subir ao céu, lá Tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que Tu ali estás também." - Salmos 139:8
Para o até então ateu, Deus é
a transfiguração da solidão
em contínua companhia.
- Minha carcaça então
não tremia sozinha
às portas daquele medo?
Deus é a descoberta
do dentro no dentro
arqueado e insolitário
do meu peito.
Para o até então ateu, Deus é
a transfiguração da solidão
em contínua companhia.
- Minha carcaça então
não tremia sozinha
às portas daquele medo?
Deus é a descoberta
do dentro no dentro
arqueado e insolitário
do meu peito.
22 de novembro de 2019
A mensagem das estações
Para Michele, no 2º aniversário do nosso namoro
A pequena chuva desta tarde
A pequena chuva desta tarde
traz no hálito uma mensagem:
virão amanhã nuvens maiores
enobrecer em cores melhores
a já boa vida dessas paragens.
Amada, o chuvisco sem alarde
hoje sobre as nossas pastagens
diz o seguinte: a vida venceu.
Pois se os frutos ficam maduros
nas mesmas estações sem muros
e nosso amor campônio floresce
é porque a vitória da vida cresce
nos que se amando amam a Deus.
20 de novembro de 2019
Lição Areia
O tempo, este instrumento
de Deus, rearranja o areal
das dunas conforme o vento.
Se o deserto não sacia o sedento
tampouco cria muros, nega o aval
para a passagem de seu sofrimento.
Aprendi da areia tal movimento:
quando o bem não puder fazê-lo
ao menos não devo esculpir o mal.
de Deus, rearranja o areal
das dunas conforme o vento.
Se o deserto não sacia o sedento
tampouco cria muros, nega o aval
para a passagem de seu sofrimento.
Aprendi da areia tal movimento:
quando o bem não puder fazê-lo
ao menos não devo esculpir o mal.
18 de novembro de 2019
Graça Imerecida
Pai, quando os homens ergueram-me
ao pódio ornado de ouro e arrogância
(mesmo eu amando esse vil fermento
e essa nojenta dança) estavas comigo.
Pai, quando à coluna esguia do escárnio
acorrentaram-me, rasgando meus lábios
(mesmo que eu merecesse um alto juízo
ainda maior e mais frio) estavas comigo.
Pai, e quando o tutano nucleico da fé
deu meu olhar para a única luz que É
(mesmo no breu severo do meu peito
sem abrigos e leitos) estavas comigo.
Nem sempre estar presente eu consigo
(porque pensar muito na segunda faz
com que não vivamos o domingo) mas
Você, Pai, para sempre fizeste-me filho!
E por Graça e Amor sempre estás comigo.
ao pódio ornado de ouro e arrogância
(mesmo eu amando esse vil fermento
e essa nojenta dança) estavas comigo.
Pai, quando à coluna esguia do escárnio
acorrentaram-me, rasgando meus lábios
(mesmo que eu merecesse um alto juízo
ainda maior e mais frio) estavas comigo.
Pai, e quando o tutano nucleico da fé
deu meu olhar para a única luz que É
(mesmo no breu severo do meu peito
sem abrigos e leitos) estavas comigo.
Nem sempre estar presente eu consigo
(porque pensar muito na segunda faz
com que não vivamos o domingo) mas
Você, Pai, para sempre fizeste-me filho!
E por Graça e Amor sempre estás comigo.
12 de novembro de 2019
Amor, jardim flanqueado pelo vento
Amor, jardim flanqueado pelo vento
às vésperas da tempestade: as flores
e os frutos de seus verdes se abrem
em aberto coração à espera de águas
nesta tarde. Amor, jardim, aguardas
nas bocas habitadas pela sede dentro
contra a infecção da seca o advento
de Deus retornando para renová-las.
às vésperas da tempestade: as flores
e os frutos de seus verdes se abrem
em aberto coração à espera de águas
nesta tarde. Amor, jardim, aguardas
nas bocas habitadas pela sede dentro
contra a infecção da seca o advento
de Deus retornando para renová-las.
6 de novembro de 2019
Poema sob João 12:24
Quem na terra não é amado
mais ainda deve amar. Eis
a flor rasgada pelo arado:
ela aroma enquanto morre
e morre semeando-se no ar.
mais ainda deve amar. Eis
a flor rasgada pelo arado:
ela aroma enquanto morre
e morre semeando-se no ar.
29 de outubro de 2019
As religiões
“Jesus declarou: ‘Creia em mim, mulher: está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém.’” – João 4:21
Por que se dividem os homens
em religiosos regrados montes
a louvar cada qual uma cidade?
Não veem que em torno de poços
diferentes e iguais aos vossos
buscam uma idêntica água? Pois
cada um acredita de si a árdua
tarefa de agradar mais a Deus!
Mas só podemos agradar igual:
ao fazer em nós jorrar o amor
pelo Único que Lhe Agradou.
Por que se dividem os homens
em religiosos regrados montes
a louvar cada qual uma cidade?
Não veem que em torno de poços
diferentes e iguais aos vossos
buscam uma idêntica água? Pois
cada um acredita de si a árdua
tarefa de agradar mais a Deus!
Mas só podemos agradar igual:
ao fazer em nós jorrar o amor
pelo Único que Lhe Agradou.
26 de outubro de 2019
Oração Manhã
Deus, que vê minha fraqueza opaca
como se fosse de luz a coragem maior
e reluzente: não permita que eu parta
e seja minha morte um partir indiferente.
Permita que eu entregue o meu melhor
em holocausto aos que amo, de repente,
e na morte minha alma escorra feito suor
- carta contida no envelope da pele quente.
Ainda quente mas em breve fria. Permita,
Pai, tal alforria! Invadir o curso do projétil
que rumava ao peito da musa, solar ferida,
e, morrendo, salvá-la. Que torne-se fértil
a óssea dor! Faça, Senhor, útil meu último dia:
após ser duro viver, ser doce ver seguir a vida.
como se fosse de luz a coragem maior
e reluzente: não permita que eu parta
e seja minha morte um partir indiferente.
Permita que eu entregue o meu melhor
em holocausto aos que amo, de repente,
e na morte minha alma escorra feito suor
- carta contida no envelope da pele quente.
Ainda quente mas em breve fria. Permita,
Pai, tal alforria! Invadir o curso do projétil
que rumava ao peito da musa, solar ferida,
e, morrendo, salvá-la. Que torne-se fértil
a óssea dor! Faça, Senhor, útil meu último dia:
após ser duro viver, ser doce ver seguir a vida.
23 de outubro de 2019
A nossa casa
Eu chamei, a quem amava, e disse
"façamos, amor, uma casa". Mostrei
a ela a fundação em lisa rocha firme
e as paredes em riste construímos altas.
Ela bordou o lençol verde das plantas
eu escrevi as amplas janelas da sala
Deus esculpiu em nossas almas o sol
e como telhado nós entalhamos asas.
Eu chamei, a quem amava, e disse
"moremos, amor, nesta casa". Vimos
então na nossa casa o amor aromar santo
e dos cantos brotarem flores multiplicadas.
"façamos, amor, uma casa". Mostrei
a ela a fundação em lisa rocha firme
e as paredes em riste construímos altas.
Ela bordou o lençol verde das plantas
eu escrevi as amplas janelas da sala
Deus esculpiu em nossas almas o sol
e como telhado nós entalhamos asas.
Eu chamei, a quem amava, e disse
"moremos, amor, nesta casa". Vimos
então na nossa casa o amor aromar santo
e dos cantos brotarem flores multiplicadas.
10 de outubro de 2019
9 de outubro de 2019
O Amor Espadas
Aquele que ama
este sim
conhece a Deus.
Vede na manhã verde os campos úmidos
pela saliva da noite, enamorada, vede
a paixão com que a semente rasga
a pele da seiva em busca de luz
e os filhotes aguardando seu quando.
Vede o bom fogo
no coração do santo.
Aquele que ama
este sim
por Deus é conhecido.
E aqueles que não amam
alastrando sua insânia
em cordel neste século hirto
estes
que vendem o sol e o quente
serão subjugado pelo amor, vede!
Cairão pelo Grande Amor em Deus
pelo Amor Espadas no Dentro
do Seu Peito
cairão pelo Amor
que conhecemos
e conheceremos.
este sim
conhece a Deus.
Vede na manhã verde os campos úmidos
pela saliva da noite, enamorada, vede
a paixão com que a semente rasga
a pele da seiva em busca de luz
e os filhotes aguardando seu quando.
Vede o bom fogo
no coração do santo.
Aquele que ama
este sim
por Deus é conhecido.
E aqueles que não amam
alastrando sua insânia
em cordel neste século hirto
estes
que vendem o sol e o quente
serão subjugado pelo amor, vede!
Cairão pelo Grande Amor em Deus
pelo Amor Espadas no Dentro
do Seu Peito
cairão pelo Amor
que conhecemos
e conheceremos.
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